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Indústria brasileira de cimento e seu principal evento técnico

 

O Brasil é um País a ser construído e toda a construção passa pela indústria de cimento que - a partir da demanda gerada pelas obras de habitação e de infraestrutura - se mantém sempre atenta na manutenção da oferta e, principalmente, na ampliação de sua capacidade produtiva, de modo que o mercado permaneça abastecido de um produto da mais alta qualidade e dessa maneira as obras de engenharia não sofram nenhuma interrupção.

Para isso a indústria pesquisa e aplica novas tecnologias de produção, de modo a manter-se competitiva e minimizar os impactos ambientais, cuja legislação é cada vez mais abrangente e restritiva.

Para conhecer as inovações na fabricação de cimento há as visitas de referência e os encontros técnicos, ambos nacionais e/ou internacionais, atividades essas que proporcionam o intenso intercâmbio de conhecimento que conduzem à absorção da informação e possível adoção das novas e atualizadas tecnologias.

O Congresso Brasileiro de Cimento (CBCi) é o principal evento nacional com a finalidade mencionada e que teve seu embrião no princípio dos anos 60 com o nome de Reuniões de Técnicos da Indústria do Cimento (RTIC) que a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) promoveu de 1962 a 1985.
 
Em 1986 o Brasil foi anfitrião do 8º Congresso Internacional de Química do Cimento, que teve lugar no Rio de Janeiro e nessa oportunidade, aproveitando a presença de renomados especialistas internacionais, decidiu-se realizar em São Paulo o 1º Congresso Brasileiro de Cimento, no lugar da 35ª edição das já então consagradas RTIC.
 
Quatro anos mais tarde, em 1990, a ABCP promovia o 2º CBCi, passando a realiza-lo a cada 3 anos, até 1999, como segue:
  • 1993 – 3º CBCi
  • 1996 – 4º CBCi
  • 1999 – 5º CBCi
Após 15 anos, a ABCP retomou - em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção (SNIC) - a promoção do principal evento técnico do setor, realizando em 2014 a 6ª edição do Congresso, com o propósito de torná-lo um evento bienal.
 
O 6º CBCi ocorrido em São Paulo em maio de 2014 reuniu cerca de 400 profissionais ligados a empresas fornecedoras da indústria de cimento, profissionais do setor, pesquisadores universitários e representantes de grupos cimenteiros latino-americanos e, principalmente, do Brasil, para tratar de temas como competitividade, emissões, controles ambientais, normalização e qualidade do cimento, entre outros.
 
O evento proporcionou em três dias intenso relacionamento técnico, troca de experiências, debates e exposições de soluções, tecnologias e tendências para a indústria de cimento.
 
A sexta edição do congresso contou com uma palestra de Philippe Fonta, diretor do Programa Iniciativa de Sustentabilidade do Cimento, do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento da Sustentabilidade (CSI/WBCSD), que abordou os desafios para a sustentabilidade da indústria cimenteira mundial, mostrando que no trato dessa questão, o concreto e seus produtos serão a chave para o desenvolvimento econômico e sustentável de uma sociedade em constante expansão e em rápidas mudanças. “O concreto é consumido atualmente pela humanidade numa quantidade duas vezes superior a todos os demais materiais de construções juntos”, ressaltou ele.
 
Vagner Maringolo, gerente de Meio Ambiente e Recursos da Associação Europeia de Cimento (Cembureau) também e ex-colaborador da ABCP (onde atuou por mais de 15 anos), enfatizou no 6º CBCi como o conceito de eficiência de recursos na indústria do cimento pode ser maximizado, ou seja, como produzir mais com menos material, dentro dos limites do planeta. A estratégia apresentada pelo Cembureau mostrou o uso otimizado dos recursos através de toda a cadeia da construção, desde a exploração e extração, passando pelo uso, reuso e reciclagem dos produtos à base de cimento.
 
Martin Schneider, presidente executivo da Associação Alemã de Cimento (VDZ), discorreu no evento sobre inovações e novas tecnologias da indústria, enfatizando as técnicas de captura, armazenamento e, principalmente, uso do carbono como solução de futuro da indústria na mitigação do CO2, bem como, novos cimentos, no que foi complementado na palestra de Vanderley John, professor associado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que trouxe para o congresso o conceito de cimento do futuro, cimento com baixo teor de clínquer e baixa emissão de CO2.
 
A palestra de Cary O. Cohrs, presidente do Conselho de Diretores da Associação Norte Americana de Cimento (PCA), mostrou o conceito da resiliência aplicada ao concreto, ou seja, a capacidade que o concreto tem de ser adaptar a mudanças e recuperar-se rapidamente. Ele apresentou, por exemplo, cases de habitações em concreto que foram as que mais resistiram frente a outros sistemas construtivos, após serem submetidas a catástrofes naturais nos Estados Unidos, e como esses exemplos estão sendo inseridos na elaboração dos códigos de obras, regulamentos e legislação.
 
Palestras do público acadêmico e de expositores também abrilhantaram o congresso, com destaque para as tecnologias de fornos de cimento, que ajudam ainda mais a mitigar os impactos das emissões para o meio ambiente, a contribuição do uso da nanotecnologia na indústria, e também o uso de equipamentos e segurança para aplicabilidade em fábricas de cimento, além de serviços completos que podem aperfeiçoar as operações das fábricas cimenteiras.
 
Durante o Congresso foi feita uma justa homenagem ao Diretor de Tecnologia da Associação, Yushiro Kihara, destacando seus 45 anos dedicados à pesquisa na ABCP, período em que se transformou em um dos grandes professores e orientadores de diversos e importantes profissionais da indústria cimenteira.
 
De acordo com o Diretor de Comunicação da ABCP, engenheiro Hugo Rodrigues, oplanejamento da reedição do congresso foi desenvolvido após ouvir intensa e plenamente os fornecedores, especialistas e representantes do setor. O resultado foi a retomada de um evento com muito conteúdo tecnológico de alta qualidade, o que deve pautar todas as próximas edições, como a 7ª - lançada em 2015 - e que acontece em junho de 2016 em São Paulo.
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